Pastéis de S. Lourenço

João FradeNotíciasLeave a Comment

Com o apoio da JFA, foram lançados, durante os festejos de elevação a Vila, os “Pastéis de São Lourenço”.

A JFA decidi apadrinhar a iniciativa da nossa conterrânea, Cláudia Sofia Rodrigues Lourenço, cujos trisavós possuíram uma padaria em Arranhó nos meados dos anos 50. A Cláudia recuperou uma receita antiga e criou a Marca “Pastel de São Lourenço”, que já se encontra registada no INPI, bem como a respetiva receita deste delicioso doce. Coube a JFA criar uma imagem de marca que contribuísse para a sua divulgação e comercialização. Este novo ícone da doçaria nacional é inspirado na nossa terra e está agora ao alcance de todos os que desejarem deliciar-se.

LENDA DOS PASTÉIS DE S. LOURENÇO

Reza a lenda que um humilde servidor da Igreja, chamado Lourenço, cumpria a promessa que fizera ao Papa Sixto II: distribuir a fortuna da Igreja pelos pobres. Lourenço correu mundo, concretizando a sua santa obra.

Deambulava ele por terras de Portugal quando foi abordado por uns homens, cuja única fé era a ganância. Decidiram, então, os invejosos malandros, deitá-lo ao rio. Lourenço, fraco e cansado, chegou a terra firme. Sem saber onde estava, caminhou por serras e serras… Foi então que encontrou uma aldeia, Arranhó, e gente que veio em seu auxílio. Lourenço contou a sua história. Enquanto por ali esteve, a sua bondade marcou cada uma daquelas humildes pessoas. Depois de recuperado, continuou a sua caminhada. Quando já ia pela estrada fora, ouviram-se gritos ao longe, era uma rapariga com um saco de pano no braço. Lourenço parou, e a rapariga entregou-lhe o saco e despediu-se. As pessoas perguntaram-lhe o que levava o saco, e ela respondeu: “Pastéis de São Lourenço, para não se esquecer de nós”. Diz ainda a lenda que quem comer destes pastéis e rezar a oração de São Lourenço afastará todo o mal. Um dia, já em Roma, Valeriano chamou Lourenço e mandou-o entregar a fortuna da Igreja. Lourenço agarrou num grupo de pobres e apresentou-o ao Imperador, dizendo-lhe: “Aqui a tem, e há mais, está sempre a aumentar!” O Imperador condenou-o à fogueira. Os homens de Valeriano ameaçaram-no, agarraram-no, levaram-no até junto de uma fogueira, onde já havia uma grelha bem grande, e atiraram-no para lá. Queriam os malvados acabar com a sua vida. Lourenço, gracejando, ainda teve tempo de dizer: “Podem virar-me, deste lado já está”. Mal sabiam os perversos que homens como Lourenço não morrem, são chamados para junto de Deus.

Esta história foi contada de geração em geração e, quando chegou a altura, o povo de Arranhó decidiu homenagear o seu bondoso Santo, tornando-o padroeiro da sua Igreja. Os pastéis ainda por aqui se fazem. Quem vier por bem tem de os provar em honra de São Lourenço.

Autor: Jorge da Cunha

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